quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Grande Barco lança álbum virtual de poemúsica

Grupo lança virtualmente o primeiro álbum de "poemúsica", gênero focado na literatura associada a música. A produção patrocinada pelo Fundo de Apoio à Cultura está disponível no site www.ograndebarco.com.br e pode ser conferida gratuitamente pelo download.
 
Com foco na articulação da palavra, em seu campo polissêmico e sensorial, O Grande Barco funde rap, reggae, xote e outros ritmos à influência da música eletroacústica, criando assim uma sonoridade própria onde voz, elementos eletrônicos, flauta e guitarra dão os tons das composições. Com dois álbuns, Um Dedo de Prosa, Uma Mão de Poesia (2005), produzido por Alfredo Bello, que acompanha o livro homônimo, de Sids Oliveira, e O Grande Barco (2013), este produzido por Luiz Oliviéri, que conta com as participações especiais de Alfredo Bello aka Dj Tudo, Marta Carvalho e do próprio Oliviéri.

Neste álbum o grupo traz consigo, também, citações de Walt Whitman, João Guimarães Rosa, Chico Science e João Cabral de Melo Neto; soltam um viva a Maroca, Poroca e Indaiá (ceguinhas de Campina Grande-PB), em Elas na Feira, e pedem o tom, em memória, a Chico Science, em Ciranda de Ciranda, emitindo, assim, dicas de suas leituras e trajetórias no seu fazer artístico. Formação: Davi Abreu (flauta e programações), Leandro Morais (guitarra) e Sids Oliveira (voz e programações).
 
Serviço:
Lançamento Virtual do Disco O Grande Barco
Site: www.ograndebarco.com.br (Faça download ou escute o disco)
Formação: Davi Abreu (flauta e programações), Leandro Morais (guitarra) e Sids Oliveira (voz e programações).

domingo, 8 de setembro de 2013

Forró "lapada na rachada" e a degeneração da música brasileira em tese de doutorado

Reportagem importantíssima de Eduardo Nunomura pela coluna Farofafá, da Carta Capital, sobre a forma como milhares de pessoas, em especial no Nordeste, mas como sabemos, em todo o Brasil onde se escuta forró eletrônico, é empurrado a acreditar que os únicos valores e coisas boas da vida são encher a cara, ter carrão e viver na putaria. Como se nada mais fosse legal ou pudesse acrescentar na vida. Enquanto as indústrias de álcool e de carrão se dão bem nesse consumismo besta, o povo se lasca com políticos sacanas, falta de educação e uma bestagem consumista generalizada. Sem contar o machismo violento que continua matando milhares de mulheres, dia após dia.


Imperdível, tem que ler.

Por Eduardo Nunomura - música brasileira está decadente – sans élégance. Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido uma frase como essa. Refine o gênero, e as frases continuarão a fazer sentido para muitas pessoas. O funk, o sertanejo, o forró, o pop, todas as músicas consumidas pelas massas não prestam. 
Um estudo acadêmico parte do forró eletrônico, ouvido à exaustão em todo o Nordeste, para investigar o que muitos chamam de “degeneração” da música popular. O professor Jean Henrique Costa, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, obteve o título de doutor em Ciências Sociais com a tese “Indústria Cultural e Forró Eletrônico no Rio Grande do Norte”, defendida em março de 2012 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O pesquisador defende que o gênero preferido entre os nordestinos faz parte de uma engendrada indústria cultural, por meio da qual são criadas e sustentadas formas de dominação na produção e na audição desse tipo de música.

Segundo ele, quando uma banda de forró eletrônico recorre a canções de temática fácil, na maioria das vezes ligadas à busca de uma felicidade igualmente fácil, ela está criando mecanismos para a formação de um sistema de concepção e circulação musical. Nele, nada é feito ou produzido por acaso. Tudo acaba virando racionalizado, padronizado ou massificado.

O ideal de uma vida festeira, regada de uísque, caminhonete 4×4 e raparigas (mulheres) é hoje um símbolo de status e prestígio para muitos dos ouvintes. Ninguém quer ficar de fora da onda de consumo. Numa das partes da pesquisa, Costa analisou o conteúdo das letras dos cinco primeiros álbuns da banda Garota Safada e descobriu que 65% das músicas falam de amor, 36% de sexo e 26% de festas e bebedeiras.

“Parte expressiva das canções de maior sucesso veicula a ideia de que a verdadeira felicidade acontece ‘no meio da putaria’, ou seja, nos momentos de encontros com os amigos nas festas de forró”, escreveu Costa. “Não se produz determinada música acreditando plenamente que se está criando uma pérola de tempos idos, mas sim um produto para agradar em um mercado competitivo muito paradoxal: deve-se ser igual e diferente concomitantemente.” Ou seja, a competitividade do mercado induz à padronização dos hits.

“O que move o cotidiano é isso mesmo: sexo, amor, prazer, diversão. O forró e quase toda música popular sabem muito bem usar desse artifício para mover suas engrenagens”, explicou Costa. “Não é por acaso que as relações sexuais são tão exploradas pelas canções de maior apelo comercial a ponto de se tornarem coisificadas à maneira de clichês industriais.”

Referencial Teórico - Outros gêneros musicais também recorrem a estratégias semelhantes. O forró eletrônico consegue se diferenciar dos demais ao dar uma roupagem de “nordestinidade”, criando a identificação direta com o seu público. Mas o objetivo final de todos é proporcionar diversão. O problema, segundo Costa, é que “se vende muito pão a quem tem fome em demasia”.

Costa baseou sua pesquisa no referencial teórico de Theodor W. Adorno, um dos ideólogos da Escola de Frankfurt. O pesquisador procurou atualizar o conceito de indústria cultural a partir da constatação de que as músicas do forró eletrônico são oferecidas como parte de um sistema (o assédio sistemático de tudo para todos) e sua produção obedece a critérios com objetivos de controle sobre os efeitos do receptor (capacidade de prescrição dos desejos).

O pesquisador recorreu ainda a autores como Richard Hoggart, Raymond Williams e E.P. Thompson para abordar o gênero musical a partir da leitura dos estudos culturais (a complexa rede das relações sociais e a importância da comunicação na produção da cultura), que dialogam com outro conceito anterior, o de hegemonia, de Antonio Gramsci. Pierre Bourdieu também serve de referencial teórico.

Ao amarrar essas teorias, o pesquisador argumenta que o público consumidor de músicas acaba fazendo parte de esquemas de consumo cultural potentes e difíceis de serem contestados. Neles, até o desejo acaba sendo imposto. Em entrevista a FAROFAFÁ, Costa exemplifica esse fato com a atual “cobrança” pelo consumo de álcool, onde a sociabilidade gira em torno de litros de bebidas.

“O que se bebe, quanto se bebe e com quem se bebe diz muito acerca do indivíduo. O forró não é responsável por isso, mas reforça.” Para o pesquisador, o consumo de bebidas se relaciona com a virilidade masculina, que, por sua vez, se vincula à reprodução do capital.

“Não reconheço grande valor estético (no forró eletrônico), mas considero um estilo musical que consegue, em ocasiões específicas, cumprir o papel de entreter”, afirmou. O pesquisador ouve todo tipo de música (samba-canção, samba-reggae, rock nacional dos anos 1980 e 1990, bolero, tango, entre outros), mas sua predileção é por nomes como Nelson Gonçalves e Altemar Dutra.

Para cobrir essa lacuna sobre o gênero que iria pesquisar, Costa entrevistou nomes como Cavaleiros do Forró, Calcinha de Menina, Balança Bebê eForró Bagaço. O seu objetivo foi esquadrinhar desde uma das maiores bandas de forró eletrônico do Rio Grande do Norte até uma banda do interior que mal consegue fazer quatro apresentações por mês e cobra em torno de R$ 500 por show.

É dentro desse contexto de consumo de massa de hits que nascem e morrem, diariamente, pelas rádios e carrinhos de CDs piratas, que prevalece o forrozão estilo “risca a faca” e “lapada na rachada”, para uma população semiformada (conceito adorniano de Halbbildung), explica Costa. Sobra pouco ou nenhum espaço para nomes consagrados do gênero.Entre os extremos de quem ganha muito e quem mal consegue sobreviver com o forró, o professor constatou que o sucesso é um elemento em comum, e algo difícil de ser obtido. Depende de substanciais investimentos financeiros e também do acaso – ter um hit pelas redes sociais ajuda. É por isso que Costa afirma que Aviões do Forró e um forrozeiro tecladista independente estão em lados completamente opostos, mas ainda têm algo basilar em comum: a indústria cultural.

Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do gênero e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural. “A competição é desigualmente assimétrica para o grande Lua. O assum preto gonzagueano, nesse sentido, bateu asas e voou.”

Costa diz não ser um pessimista ou só um crítico ferrenho do forró eletrônico. Tampouco que tem pouca esperança de que a música brasileira seja apenas uma eterna engrenagem da indústria cultural. Ao contrário, é dentro dela própria que ele vê saídas para o futuro da produção nacional. “Se vejo alguma possibilidade de mudança pode estar justamente nesses estúdios caseiros de gravação de CDs, nas bandas de garagem, no funk das periferias, no tecnobrega paraense. Não afirmo que a via é essa, mas que é um devir, uma possibilidade que pode não ir para além do sistema, mas minar algumas de suas bases”, concluiu.

Confira aqui a Tese de Doutorado na íntegra

Do Farofafá, CartaCapital.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Vinicius Borba representa os Radicais Livres S/A na 3ª Bienal do B - A Poesia na Rua

Recitando alguns de seus novos poemas, Vinicius Borba do grupo Radicais Livres S/A que também participou da primeira Bienal do B - A poesia na rua organizada pelo Açougue Cultural T-Bone em 2011, voltou a Bienal para levar mais poesia. Ao lado de José Sóter e Vicente Sá. 



Poetas debateram sua produção e recitaram vários poemas. Cerca de 25 participantes só nesta primeira noite já trouxeram o tom do que será o peso literário deste espaço em fase de construção.

O Patrono da Bienal, Nicolas Behr também mandou suas letras no palco da Bienal do B abrindo os trabalhos



A favela também esteve presente em versos pela presença do rap sagaz do grupo Dialeto Sound Crew

Agosto vai terminar com força e muita literatura e poesia na Asa Norte. Principalmente para quem passar pelo Açougue cultural T-Bone na última semana do mês. É que entre as noites de 27 e 30 vai acontecer a “3ª Bienal do B - Poesia e Literatura na Rua” e a comercial da 312/313 Norte vai ser tomada por 100 poetas adultos, um bom número de poetas-mirins, músicos, cantores, pintores e desenhistas. Durante a Bienal também serão lançados livros, apresentado filmes e realizados mini debates de meia hora sobre a cultura da cidade. Estes pequenos bate papos terão a participação de artistas, políticos e gestores que discutirão temas importantes para a cultura local como projetos, espaços para apresentações, financiamento e gestão. O público também participa com perguntas e comentários.

O Açougueiro cultural, Luis Amorim, coordenador da Bienal espera um publico maior do que o do ano passado que foi estimado em 4 mil pessoas durante os 4 dias. “A Bienal do B já se firmou como um evento de peso no calendário cultural da cidade, oferecendo à população gratuitamente poesia, música, pintura, literatura, teatro. Este ano estamos também abrindo espaço  a discussão da comunidade com os gestores de cultura, com os políticos que fazem as leis e também com os artista que enriquecem a vida da cidade com seu trabalho.”, afirma Amorim.  

Muitos livros serão lançados este ano na Bienal do B de poesia e literatura na rua, entre eles Este, do poeta Fabrízio Morelo, que apresentará também um clipe/poema com a participação dos poetas mais conhecidos da cidade. O poeta e escritor André Giusti lançará a 2ª edição do seu primeiro livro de contos Voando Pela Noite (Até de Manhã) com direito a autógrafos e bate papo com os leitores. A lista de lançamentos e grande e está no site do Açougue Cultural T-Bone; 

Este ano a Bienal passa a ser não só de poesia como de literatura, abrindo um pouco mais seu alcance e oferecendo mais uma janela para a literatura local.

O patrono é de Brasília

A Bienal do B que já teve nas suas edições anteriores patronos como Thiago de Melo e Ledo Ivo, este ano resolveu investir nos artistas locais e terá como patrono o poeta Nicolas Behr. Nascido em Cuiabá, mas criado em Brasília, Behr é o mais conhecido dos poetas da cidade e um dos mais fortes representantes da chamada geração mimeógrafo que agita a cultura da cidade desde os anos 80.
Os outros homenageados na Bienal são o poeta Eudoro Augusto, o sambista Carlos Elias, a atriz e diretora de teatro Tereza do Mapati e o pintor Paulo Iolovitch.

Uma bienal  para crianças

A novidade mais esperada é a Bienalzinha de Poesia do B que acontecerá no espaço criança da Bienal e terá uma exposição de poemas sobre bichos ilustrados por artistas plásticos, oficinas de desenhos com Jô Oliveira, de pintura com Paulo Iolovitch, de poesia com Vicente Sá, exibição de filmes e a apresentação do poema visual para crianças criado pelo poeta Antônio Miranda.
Na Bienalzinha as crianças também poderão se apresentar, ler poemas, assistir espetáculos de teatro de bonecos e levar seus pais a conhecer um pouco da poesia feita no Distrito Federal.
A idéia do coordenador da Bienalzinha, Vicente Sá, é proporcionar o acesso destes novos leitores ao universo literário, formando também novos leitores de poesia e, por que não, poetas.
Entre as atrações musicais que se revezarão nas quatro noites da “Bienal do B de Poesia e Literatura na Rua”  estão Simone Guimarães, Renato Matos, Oficina Blues, Afonso Gadelha, Dialeto Sound Crew e Banda Eliab Lira. Vai ser isso tudo junto e misturado numa verdadeira festa popular e gratuita no final do mês de agosto na 312/313 Norte.

Serviço:
3ª Bienal do B da poesia e Literatura na Rua
De 27 a 30 de agosto de 2013
Local – Açougue cultural T-Bone 312/313 Norte
Das 18 às 22 horas
Entrada franca
Censura livre


Bienalzinha no Açougue Cultural T-Bone: Literatura para todas as idades na Bienal do B

Uma bienal  para crianças

A novidade mais esperada é a Bienalzinha de Poesia do B que acontecerá no espaço criança da Bienal e terá uma exposição de poemas sobre bichos ilustrados por artistas plásticos, oficinas de desenhos com Jô Oliveira, de pintura com Paulo Lolovitch, de poesia com Vicente Sá, exibição de filmes e a apresentação do poema visual para crianças criado pelo poeta Antônio Miranda.

Na Bienalzinha as crianças também poderão se apresentar, ler poemas, assistir espetáculos de teatro de bonecos e levar seus pais a conhecer um pouco da poesia feita no Distrito Federal.

A idéia do coordenador da Bienalzinha, Vicente Sá, é proporcionar o acesso destes novos leitores ao universo literário, formando também novos leitores de poesia e, por que não, poetas.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Encerramento do Festival Arte Livre Na Seca neste domingo com Feira de trocas e muitos shows

Conselho de Malucos e Rosana Loren são
as bandas residentes do festival
Marcado pela diversidade, o festival que rodou por quatro cidades do DF com diversos estilos musicais celebrando a temporada de seca no DF termina com vários shows e a feira de trocas Escambau no estacionamento do Parque da Cidade, no domingo 25, a partir das 14h. Nesta edição, bandas de destaque na cena independente do reggae e rock do DF se apresentam para o público com entrada franca. Dentre os grupos, a banda de reggae Rupestre e as bandas residentes do festival Conselho de Malucos, com rock’n roll e Rosana Loren e banda trazem mais música para o festival ArteLivre Na Seca.

O festival recebe ainda o samba and roll do músico pernambucano Henrique Crasto e também a banda Hakukados, também com a levada do reggae jovem do DF.

O festival Arte Livre Na Seca circulou por Sobradinho, Samambaia e Taguatinga, concedendo espaço e visibilidade para 14 bandas da cena independente do DF, de diversos estilos musicais. Rock, reggae, rap, sertanejo, a diversidade em si foi a marca do Na Seca. Dentre os grupos, destaque para os grupos residentes que atuaram diretamente na produção do festival, os grupos Conselho de Malucos e Rosana Loren e banda, que promoveram os principais shows com intensa participação de público. O festival será encerrado com seis shows especiais e ainda a Feira de Trocas Escambau, no próximo domingo 25.

Rupestre terá espaço especial para o show,
trazendo sucessos do Raggae brasuca 
Ouça o som da banda Rupestre 
que compõe a programação no link 

Banda Rupestre - Docê



O festival tem patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura(FAC), Secretaria de Cultura e GDF, pelo projeto Temporadas de Sol, com apoio também da Rádio Cultura FM.

Feira de trocas no Festival
A Feira Escambau já tem tradição no DF pela promoção da sustentabilidade e curtição musical nos domingos de seca de Brasília. Nesta edição final do Na Seca a feira ocorre especialmente no Parque da Cidade, junto a programação de shows, a partir das 14h, também no estacionamento da praça Ana Lidia. Quem quiser participar pode trazer objetos em boas condições de uso e limpos para troca. Cds de música, brinquedos, todos tipo de objeto que você não esteja usando podem ser boa oportunidade de troca evitando o desperdício.

Serviço
Encerramento do Festival Arte Livre Na Seca + Feira Escambau
Parque da Cidade – Estacionamento da Praça Ana Lídia
Feira a partir das 14h, shows 15h
Domingo, dia 25/8
Classificação Livre
ENTRADA FRANCA

Informações: (61) 8419 9019

domingo, 18 de agosto de 2013

Conexão DF Bahia: Amanhã 19 tem ato contra a Criminalização dos Espaços Negros de Cultura

Replico carta de nossos companheiros que lutam em defesa do Sankofa Afrikan Bar que tem sido alvo de perseguições de polícia e Estado da Bahia. Em defesa dos espaços negros de cultura, replique essa luta você também, de qualquer lugar do Brasil ou do mundo. Se isso acontece até na Bahia, temos muito que lutar.

REAÇÃO SANKOFA
Campanha: Contra a Criminalização dos Espaços Negros de Cultura

Amigas, amigos, saraus e coletivos: q
ue bom ver que estamos neste levante em família


O primeiro passo, para a nascente - e já potente - campanha se deu quase espontaneamente na própria sexta-feira, 09/08/2013, em plena ação da SUCOM-BA (Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município), amparada por um grupo de policiais militares fortemente armados. Havia em torno de seis funcionários da SUCOM - todos de porte físico avantajado e expressão sisuda - e mais oito policiais, sendo cinco ou seis dentro do Sankofa African Bar e dois na parte externa, em frente à porta de entrada. Para quem acompanhava à distância, parecia uma operação de alta periculosidade. A pessoa responsável pelo estabelecimento naquela noite, com ajuda de amigos que permaneceram lá até o fim, em solidariedade, acionaram parceiros mais experientes, para um suporte afetivo, legal e político. Assim, outras pessoas foram chegando e se juntando aos que lá estavam desde a chegada da pretensa fiscalização. O proprietário e artistas que trabalhavam no espaço foram aconselhados a se retirarem do recinto, para evitar constrangimentos.

Enquanto os equipamentos sonoros fixos que equipam a casa eram retirados bruscamente - até que se reclamasse - foi feito um inventário numérico e com especificação técnica de tudo, porém como uma iniciativa não da SUCOM, mas sim exigência da parte do bar e parceiros. Estes formavam um grupo em torno de dez pessoas, homens e mulheres, todos negros, assim como a maioria absoluta do público que frequentava o evento daquela noite. A música dançante era conduzida por DJs. Um advogado ativista se fez presente, intermediando junto ao comando da SUCOM, e também orientando e aconselhando o grupo que questionavam os direitos da casa. Não houve nenhuma agressão física nem hostilidade verbal mais grave de nenhuma das partes, a não ser a tensão causada pelos armamentos, pela presença da PM e da SUCOM em si e a pouca disposição geral ao diálogo.

Encerrada a ação, o grupo conversou um pouco mais sobre o ocorrido e pensou quais seriam os próximos passos a serem dados, para encarar de fato esse conflito já tradicional na cidade, no estado e no país. Ficou estabelecido que se esperasse notícias objetivas sobre a visita dos representantes do Sankofa African Bar à SUCOM, conforme estabelecia a notificação da mesma, para saber quais seriam os procedimentos legais, para reaver o som e a casa funcionar com regularidade. A notificação da SUCOM apontou falta de alvará para utilização "sonora" e também para o fato de que o volume estaria acima do limite estabelecido, segundo medição deles. Isso tudo está sendo averiguado e debatido em juízo! Vale lembrar que, pouco antes, houve ação semelhante no Bar do Fua, que fica a cerca de 40 metros, na mesma rua. No entanto, a notícia era que houve violência sobre o público, veiculada posteriormente na imprensa alternativa, nas redes socais e na grande imprensa; inclusive televisiva.

Na quarta-feira, 14/08, havia informações mais precisas e que foram relatadas à comunidade interessada durante evento cultural no Sankofa African Bar. Efetivamente, o momento foi pontual para uma primeira avaliação coletiva, material e política, da situação. Tudo aconteceu sem utilização do habitual som mecânico. Conforme combinado previamente com os presentes, num segundo momento, parou-se as apresentações artísticas e fez-se uma reunião espontânea, como de hábito nos momentos de alegria ou de tensão que envolvem a cena.

O primeiro resultado dessa reunião está no amplo movimento na internet. Pessoas anônimas ou personalidades de Salvador, da Bahia, do Brasil e mesmo do exterior estão se manifestando através da exposição de sua própria imagem acompanhada do slogan: “Eu apoio o Sankofa African Bar e sou contra a criminalização dos espaços negros de cultura”. Construiu-se essa frase coletivamente, que bem resume o tratamento estatal hostil comumente dado ao corpo, à arte e aos espaços negros de cultura, não só na Bahia, mas em todo o Brasil. A dimensão desse posicionamento político é surpreendente, o que bem demonstra a pressão que sofre o povo negro e suas demandas nesta terra. Essa é a questão objetiva que move a campanha contra a criminalização da Negritude!

Essa campanha está sendo gestada por um conjunto de pessoas esclarecidas, críticas, ativistas ou simplesmente sofridas que agora colaboram na “formatação” crítica dessa grande voz que, não tenha dúvida, vai ganhar o país e tensionar cada território onde se permite situações como as vivenciadas em Salvador. Há um coletivo participando ativamente, somando as potencialidades de cada um! Esse deve ser o comando para que se torne não uma simples campanha em torno de um ou outro espaço específico, mas um movimento mais amplo de abrangência nacional. Se houver um coletivo forte e atuante no “comando” - propondo, articulando e executando – a negrada vai se fazer ouvir, sem dúvida.

Tirou-se o indicativo de uma manifestação pública na segunda-feira próxima, 19/08. Será na rua, em frente ao Sankofa African Bar, no Pelourinho, com início às 16h, se estendendo até 20h! A estrutura está sendo pensado de maneira a promover apresentações artísticas e falas políticas sem aparato tecnológico. O que vale é o corpo, a voz, instrumentos e adereços acessíveis. Todos estão convidados a participar e também ajudar na divulgação desse encontro pela dignidade do povo preto, seus espaços, linguagens e símbolos

Logicamente, fica aqui também o convite aos gestores dos órgãos que estão direta ou indiretamente envolvidos nesse dilema, que, é obvio, não é apenas do povo preto e pobre: SUCOM, SECULT, PM, SEPROMI, Conselho Estadual de Cultura, Fundação Gregório de Matos, CCPI (Pelourinho Cultural), dentre outros.

Na avaliação de conjuntura e proposição do ato, foi colocado que, a princípio, o foco será o SÍMBOLO “Sankofa African Bar”, para sermos mais compactos e termos mais coesão e objetividade. Mas, com certeza, lembramos e concordamos que um diálogo construtivo com o Bar do Fua será muito bem-vindo e fértil. O que conceituamos de “criminalização” requer a construção de um movimento numericamente forte e politicamente representativo, para seu travamento e desmanche. No sábado, 17/08, foram tratadas as linhas básicas da manifestação de segunda.

Depois dessa nova passagem do meio, será hora de se pensar mecanismos para a transformação conceitual e legal dos espaços negros, que, inegavelmente, são, hoje, polos artísticos. Lugares onde melhor se comporta e expressa a diversidade cultural da Negritude orgulhosa de si e independente.

Time Will Tell!!

Assina: Campanha Contra a Criminalização dos Espaços Negros de Cultura

SSA-17/08/2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Noite Cultural do T-Bone debate função da Secretaria de Cultura: Fomentadora ou produtora cultural?

Assista reportagem sobre a Noite Cultural T-Bone que trouxe uma série de debates sobre o fomento e a função da Secretaria de Cultura do DF, shows poéticos com vários poetas da cidade, música de Dillo D'araújo, Liga Tripa e muito mais.

Reportagem Vinicius Borba

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Arte Livre Na Seca ocupa Taguaparque com muito rock’n roll

Bandas independentes ocupam o Taguaparque trazendo muito som para as tardes da Seca no DF, pela mostra não-competitiva do Festival Arte Livre Na Seca, neste domingo(18). Nessa terceira e penúltima edição – anterior a final do Parque da Cidade, em Brasília – os grupos Conselho de Malucos e Rosana Loren e banda serão recebidos pela banda local de Taguá, Mariana Camelo e os Mutais, trazendo à tona a essência roqueira da cidade. A diversidade fica por conta do grupo Hakukados que toca reggae para lembrar outra essência da juventude brasiliense, nada mais ligado ao meio ambiente a Seca que dá tema ao festival.

Os shows começam as 15h e seguem até o cair da noite para o público taguatinguense. O show é o terceiro do Festival, pelo qual já passaram sete grupos,e  até o final da mostra serão 12 ao todo. Brasília será o local de encerramento do Na Seca, com participações especiais como a banda Rupestre do reggae DF e ainda do grupo de rap Diga How, além das bandas residentes Conselho de Malucos e Rosana Loren. Na edição final também ocorre a feira de trocas Escambau, no estacionamento da praça Ana Lídia, Parque da Cidade.

Serviço: Festival Arte Livre Na Seca 3 Edição
Local: Taguaparque, estacionamento do Centro de Cultura do Parque
Data: 18/08, domingo
Hora: 15h
ENTRADA FRANCA
Classificação Livre
Informações: (61) 84199019

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Festival Arte Livre Na Seca de Samambaia é neste sábado 10

Imperdível

Shows de trabalhos autorais e jam sessions para arte do DF no Saraval

Salve Calangada! Bora saravar no palco mais autoral da cidade? 

SARAVAL!

O Saraval é um espaço criado para a celebração da arte produzida em Brasília. O projeto pretende ser uma vitrine democrática onde poetas, músicos e artistas multimídia possam trocar ideias e divulgar sua produção autoral. O Saraval é, primordialmente, um encontro de amigos que funcionará em formato de jam sessions (bandas criadas na hora com os artistas presentes) e sempre terá o microfone aberto a poetas que queiram divulgar seus escritos. 

O projeto conta com o apoio logístico e amoroso do Balaio Café, que se transformará no espaço autoral mais divertido da cidade, com direito a som de Vinil da DJ residente Paty Merenda. Apesar de ter entrada gratuita, o evento conta com a colaboração espontânea do público, que concorrerá a livros, Cds, ingressos para shows, tatuagens, camisetas, instrumentos musicais, aulas de canto e violão, DVDs e outras firulas autorais. A intenção do sorteio - primordialmente - é fazer a informação circular e instigar novas parcerias artísticas em nossa cidade. O Saraval receberá artistas de Samambaia, Paranoá, Plano Piloto, Guará, Taguatinga, Ceilândia, Riacho Fundo, Varjão, São Sebastião, entre outros, para celebrar a ótima fase de produção artística da cidade, afinal, nascemos da mistura e está aí o nosso grande diferencial.

O Saraval foi idealizado pela poeta e produtora brasiliense Marina Mara, que nos últimos anos vem se dedicando à popularização da poesia e da arte autoral pelo Brasil. São de sua autoria (e teimosia) o projetos Sarau Sanitário (DF), Declame para Drummond (internacional), Parada Poética (RJ e DF), Poesia Ativista, entre outros.

Os artistas autorais que quiserem participar do Saraval deverão levar seu instrumento, sua arte, seu material de divulgação (inclusive para venda) e se apresentar à coordenação do evento assim que chegar ao Balaio Café para que tudo flua de forma harmônica e - principalmente - para que ninguém fique de fora dessa celebração.


O QUE SERÁ SORTEADO NO SARAVAL?

- Guias do Sexo Ilustrado de bolso+ brindes da Lasciva (Helena Brandi)
- CD da banda Jenipapo
- Livro Sarau Sanitário da poeta Marina Mara, ilustrado por Clarice Gonçalves
- Revista Tension de La Passion vol.1 - Beleléu
- Mimos ilustrados da galera da LAJE
- Livro Debaixo do Céu do seu vestido, de Renato Fino
- Ilustração "Entrando" - de Luda Lima
- Três ensaios no Sonar Ensaios e Gravações
- Bolsa de 100% na Oficina de Identidade da Voz com Andréa dos Santos
- DVD O Segredo do Sucesso com Fabiana Barbosa
- CD Labirinto Líquido - Cesar de Paula & Projecto S.A.
- Um lindo pandeiro Juraci Moura + bolsa exclusiva
- CD ProleFera de Tiago Gasta
- Duas aulas de violão com Leandro Morais
- Uma camiseta + um print da Kingdom Black
- Uma tatuagem do Ateliê Tatoo no valor de R$ 400,00
- CD de Letícia Fialho
- Livro Os Árabes de Goiânia - Benetti Mendes (Cia de Comédia G7)
- CD Bebida Nacional - de Alessandro Corrêa
- Kit com catálogo+ camiseta+cartaz da Mostra Michael HANEKE
- Kit com catalogo+ camiseta+cartaz da Mostra David CRONENBERG
- CD Versos Íntimos de Marina Andrade (Augusto dos Anjos musicado)


Saraval!

SERVIÇO

Onde? Balaio Café - 201 Norte
Quando? 13 de agosto - terça-feira
Às 21h (pontualmente)
Informações: (61) 8242-2944

Entrada gratuita.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Festival Arte Livre Na Seca dá destaque a bandas independentes do DF

Conselho de Malucos e Rosana Loren são as
atrações fixas dos quatro shows que terão também
grupos das próprias localidades, como Márcio Texano,
 Aborígine, Mariana Camelo e seus Mutais e Rupestre 
Rodando cidades satélites e Brasília, o festival Arte Livre na Seca promete muita curtição ao ar livre em Parques e feiras do DF. Imperdível, comeeçando por Sobradinho no próximo dia 2, partindo pra Samambaia dia 10, Taguá dia 18 e Brasília, no Parque da Cidade dia 25. Imperdível, com participações especiais de Conselho de malucos, Rosana Loren e banda e Rupestre! E muito mais.

Conheça melhor acessando www.naseca.com.br

Festival Arte Livre na Seca dá destaque a talentos locais do Cerrado

Além das dificuldades que a seca traz para a vida de algumas pessoas esse é um maravilhoso período para curtição de arte ao ar livre. Com essa pegada, o festival Arte Livre Na Seca realiza uma sequência de espetáculos trazendo bandas locais com destaque na cena independente. Dentre elas, Conselho de Malucos, misturando rock'n roll, bom humor e filosofia, Rosana Loren interpretando o melhor da música popular brasileira e ainda grupos que tem ganhado destaque na cena alternativa como a banda Rupestre. Os shows ocorrem ao longo de agosto em quatro cidades do DF, sempre ao ar livre, com encerramento especial no Parque da Cidade.

Buscando valorizar o que há de bom no clima do Cerrado, o festival Arte Livre Na Seca, que faz parte do circuito Temporadas Populares do Fundo de Arte e Cultura, ocupa alguns espaços públicos de parques e espaços comunitários das cidades de Brasília (Parque da Cidade), Taguatinga (Taguaparque), Samambaia (Espaço Imaginário Cultural) e Sobradinho (Feira da Lua). Em cada uma das localidades, grupos das próprias cidades compõe a programação dos shows, trazendo diversidade e qualidade para os palcos.

Para o idealizador do Festival, Murilo Timo, vocalista da banda Conselho de Malucos, não há momento melhor para vivências como essa na capital do Brasil. "Sou brasiliense e todos sabemos as maravilhas que a Seca também nos proporciona. O Arte Livre Na Seca é justamente um reencontro positivo para quem curte e aprendeu a viver esse período com muita arte", afirmou Murilo.

Serviço/ programação:

Dia 02/08 (Sexta) - Sobradinho
Feira da Lua - a partir das 19h, ao lado do Estádio Augustinho Lima
Shows com Conselho de Malucos
Aborígine estará na programação de Samambaia
Rosana Loren e Banda

Dia 10/08 (Sábado)- Samambaia
Espaço Imaginário, QS 103 CJ05 AE Samambaia Norte
A partir das 16h
Shows com Conselho de Malucos
Rosana Loren e Banda
Válvula 16
Aborígine
Roupa de Ensaio

Dia 18/08 (Domingo) - Taguatinga
Taguaparque - A partir das 16h
Shows com Conselho de Malucos
Rosana Loren e Banda
Mariana Camelo e os Mutais
e Hakucados Reggae

Dia 25/08 (Domingo) - Brasília
Parque da Cidade - Estacionamento da Praça Ana lídia
A partir das 16h
Shows com Conselho de Malucos
Rosana Loren e Banda
Banda Rupestre
Diga How

Classificação livre
Entrada Franca

Informações:

Assessoria de imprensa
Vinicius Borba
(61) 8551 1075/ 81698150/ 3339 0782


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Levante sua voz! Verdadeira história da mídia brasileira

Interessante e diverso ponto de vista sobre as comunicações no Brasil e suas formas de controle e negativa de espaço real de voz para o povo brasileiro. Tiro aqui por São Sebastião, em que uma galera de nosso movimento comunitário militou por mil anos esperando uma concessão, e em um ano, uma igreja conseguiu concessão pelo mandato de um bispo desses de plantão que se elegeu Deputado Federal. Brasil é assim, só anda com politicagem. Por issoo, voltemos as ruas. Nosso Direito vai começar a vigorar de fato lá!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Teatro de rua da periferia ao centro: Farra da Comunidade chega a São Sebastião

Nova edição da Farra da Comunidade levará jovens de São Sebastião para apresentações teatrais de rua no Eixão da Cultura

Após grande sucesso dos espetáculos apresentados com dois grupos envolvendo cerca de 50 jovens e adolescentes de Planaltina (DF), o projeto Farra da Comunidade inicia novo processo de oficinas gratuitas a partir do dia oito próximo, agora na cidade de São Sebastião. Numa construção cênica baseada no teatro-dança, a peça que entra em sua terceira edição, traz conteúdo forte em críticas sociais permeado por muita música brasileira nos espetáculos que tem duração média de três horas, verdadeiras maratonas teatrais. Pela exaustão dos corpos, o diretor Thiago Jorge tem alcançado resultados impactantes nas apresentações que ocorrem no Circuito Eixão da Cultura, alguns domingos do mês.

Para o diretor, o resultado de Planaltina baseado no processo criativo com atores e não-atores que se envolvem nas oficinas tem sido grandioso. “Já tivemos essas duas edições e em cada uma a personalidade das comunidades tem se expressado. Planaltina trouxe elementos da festa do Divino, tradição da cidade, assim como a temática da drogadição que preocupa os jovens que participaram da oficina”, disse. Dançarinos profissionais também tem se somado ao processo, como ocorreu em especial em Planaltina, com a participação dos dançarinos da Companhia de Dança Vidart.

Novas oficinas em São Sebastião, Taguatinga e Varjão

Para São Sebastião as inscrições já estão abertas, para as oficinas na próxima semana, de 8 a 13 de julho, com apresentação dia 14 no Eixão, e ainda de 21 a 27 de julho, com apresentação dia 28, também no Eixão. O projeto deve atender ainda as cidades de Taguatinga e Varjão, que terão oficinas e espetáculos apresentados em agosto, setembro e outubro. O projeto, realização do Coletivo Palavra com apoio do Fundo de Apoio a Cultura pelo Circuito Eixão Cultural traz como essência a intenção de buscar a teatralidade por meio das experiências de vida dos atores e não-atores envolvidos, sendo inseridos no mundo das artes pela experiência intensa que é o espetáculo Farra da Comunidade.

 Inscrições são gratuitas pelo site WWW.farradacomunidade.com.br ou acesse o Facebook Farra da Comunidade

Serviço:

Oficinas teatrais Farra da Comunidade
Primeira oficina -  8 a 13 de julho, na quadra poliesportiva em frente a 30ª DP(ao lado do sintético), São Sebastião, com apresentação dia 14, no Eixão, altura da 208 Sul
Segunda oficina - 22 a 27 de julho, apresentação dia 28 também no Eixão, altura da 205 Norte
Inscrições gratuitas, mínimo 14 anos para participar
Classificação dos espetáculos livre
Informações pelo telefone (61) 85511075 ou pelo email farradacomunidade@gmail.com

quarta-feira, 26 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

Eduardo do Facção Central lota o Sarau Samambaia Poética com o lançamento de seu livro

O rappper Eduardo, conhecido pelas fortes letras criadas em parceria com o rapper Dumdum, pelo grupo Facção Central, lançou seu novo livro, A guerra não declarada na visão de um favelado. A noite com mais de 500 pessoas unidas para ouvir poesia, rap, rapentistas locais e a palestra de Eduardo foi marcada pela participação da comunidade no debate, com presença de pessoas de várias cidades da periferia do DF. Eduardo ressaltou a importância das novas armas a serem usadas na revolução para melhoria das favelas do Brasil, os livros, além da necessidade dos próprios favelados do país não se contentarem com pequenas vantagens adquiridas por programas sociais. Segundo Eduardo, o avanço de algumas poucas políticas não representa mudanças reais diante da opressão policial com assassinatos de
jovens negros nas favelas e comunidades, com a educação para a submissão da população e a politicagem que só elege a burguesia para continuar comandando recursos e negando Direitos ao povo que realmente precisa.

 "Se eles estudam para nós atacar, temos que estudar para nos ddefender. Se eles estudam para nos prender, julgar, condenar, temos que estudar para mudar essa história", afirmou Eduardo. E foi além. "Se somos competentes para administrar biqueira(ponto de tráfico), somos competentes  para administrar a economia também, a favela quando quer, unida consegue. Mas não é dando audiência para novela que não nos representa, racista, que só nos põe em papel coadjuvante.
Nem comprando tênis caro ou roupa de marca para dar lucro aos boy de novo. Temos que assumir essa luta e fazer protesto para mudar essa realidade", afirmou. Ele lembrou do caso de Rosa Parks e da luta pelos direitos civis norte-americanos, lembrando a importância da mobilização e a força do povo periférico unido nessa luta.

A participação em peso da comunidade mostrou a força da mensagem que Eduardos traz em sua escrita. Para um dos articuladores do Sarau Samambaia Poética e do Coletivo Artsam, responsáveis pela produsção do sarau, Markão Aborígine, a presença maciça da comunidade para um lançamento de livro foi muito importante. "A importância de estarmos fazendo um livro em Samambaia, segundo estarmos num espaço público como a escola, aqui onde estamos trazendo arte de rua, e terceiro trazer um mano que tem carreira de força nacional e sendo um escritor periférico, quando começamos a ver a importância de escrevermos nossa história", disse Aborígine.

 No evento, ficou explícito o caráter de debate e participação. Várias colocações e participações de jovens, professores das escolas locais e de outras comunidades periféricas ressaltaram a importância do lançamento de A guerra não declarada na visão de um periférico, para os processos educacionais.

Quem quiser adquirir o livro pode buscar pelo site www.aguerranaodeclaradanavisao.com.br ou pelo email aguerranaodeclaradanvduf@yahoo.com.br

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Movimento VivArte debate a cultura no DF no Açougue Cultural T-Bone

Reportagem: Vinicius Borba e Fabiano Morari
No debate chegou a ser convocado o Secretario de Cultura, que infelizmente não compareceu. Apesar disso, o debate seguiu trazendo importantes conclusões para avanço da arte e em especial a defesa do Fundo de Apoio a Cultura para financiamento das práticas culturais dos grupos e artistas da cidade, e não financiamento das políticas do governo, que até então tinham recursos próprios do GDF para estes fins.

Com dito pelo mestre Wladimir Carvalho, "O preço da liberdade é a eterna vigilância", quem diria que isso teria de ser dito por um ícone da resistência com estes. Mas diante dessas intervenções de governo nos recursos conquistados pelo movimento cultural, só assim mesmo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Thábata apresenta show com musicalidades negras do DF

No próximo domingo, 9 de junho, o Espaço Cultural Mercado Sul vai receber o show inédito Novidades Ancestrais Cibernéticas. O trabalho é uma prévia do primeiro CD autoral da cantora e compositora Thábata, nascida no Maranhão e radicada no Distrito Federal. No repertório, fortes influências do RAP, somado a funk, ladainhas e experimentações. O CD será lançado oficialmente, na íntegra, até o fim de 2013. O show no Espaço Cultural Mercado Sul, que fica em Taguatinga, começa às 19h, com participação especial do rapper Markão Aborígene, intervenções musicais e de grafite.

O CD Novidades Ancestrais Cibernéticas terá 11 músicas, compostas entre 2004 e 2013, que apresentam uma nova roupagem para o cenário musical brasileiro. O som do projeto embala reflexões profundas sobre o ancestral e o cibernético, ressignificando a realidade do presente. As composições trazem poesias que falam de cor, identidade, ancestralidade, opressão, política, história e modernidades tecnológicas cibernéticas. Nesse primeiro show, a cantora Thabata vem acompanhada de banda formada por renomados músicos da cidade Lieber (bateria), Felipe Fiuza (percussão), Dido Mariano (baixo) e Vitor Fernandes (guitarra).

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Estréia da Farra da Comunidade traz arte da perifa pra Brasília

Fotos

Imperdivel a estréia do projeto Farra da Comunidade. As fotos são de Vinicius Borba, assessor de imprensa e produtor do projeto

 Acesse também www.farradacomunidade.com.br




terça-feira, 14 de maio de 2013

Farra da Comunidade traz teatro para a juventude com forte carga de crítica social

Fotos: Ana Rabelo/ Acervo Coletivo Palavra
No próximo dia 20 de maio terá início a primeira oficina do projeto Farra da Comunidade, que começa na
cidade de Planaltina DF e ainda circula por São Sebastião, Varjão, Taguatinga e o próprio Plano Piloto. O projeto prevê oficinas de teatro para mais de 50 atores e não-atores que se inscreverem para participar. A oficina tem duração de uma semana (de 20 a 25 de maio) e no dia 26 ocorre o grande espetáculo no Eixão Norte de Brasília, altura da 113 Norte. O espetáculo é marcado pela construção coletiva baseada nas experiências de vida dos atores, trazendo a essência das comunidades locais onde vivem.

Veja o site www.farradacomunidade.com.br e conheça o trabalho ou increva-se gratuitamente.


Teatro a céu aberto no Eixão Cultural de maio a setembro
Oficinas trazem moradores de Taguatinga, São Sebastião, Planaltina e Varjão em apresentações marcadas por crítica social em teatro-dança

O Eixão recebe neste ano vários espetáculos teatrais a céu aberto. Serão as oito apresentações do projeto
Fotos: Ana Rabelo/ Acervo Coletivo Palavra
Farra da Comunidade, construídos por moradores de quatro cidades do DF que participarão das oficinas ministradas pelo diretor Thiago Jorge, com apoio do Coletivo Palavra. A primeira oficina gratuita ocorre em Planaltina, com apresentação no Circuito Eixão Cultural em 26 de maio, num espetáculo de três horas de duração, abordando fortes temáticas extraídas das experiências pessoais dos participantes, atores e não-atores. Dos moradores de Planaltina, São Sebastião, Taguatinga, Varjão e Plano Piloto surge a Farra, que terá apresentações até setembro, aos domingos no Eixão. No próximo dia 20 começa a primeira oficina gratuita, em Planaltina (DF).

As cenas são construídas num fluxo constante de movimento dos atores que realizam uma corrida circular por cerca de três hora e meia de encenação, ora marcada por movimentos de dança, ora movimentos cênicos. De acordo com a trilha sonora realizam as 22 cenas montadas com base nas experiências de vida de cada um, construídas na oficina preparatória. Nesta edição, sob inspiração do teatro-dança da diretora alemã Pina Bauch, falecida em 2009, Thiago Jorge deve alcançar dezenas de atores com muita inspiração. Forte influência do Teatro Físico também marca a preparação dos oito espetáculos, onde a exaustão dos participantes na criação de movimentos e cenas traz a tona a expressão em cena. Proposto pela Articulação de Artes Cênicas do Coletivo Palavra, o projeto é uma releitura do realizado em 2012, quando cerca de 30 jovens de Planaltina participaram da visceral encenação, levada a cabo na Praça do Museu, de Planaltina, durante o Festival Multimídia Palacoletiva 6.

As oficinas 
As oficinas terão duração de cerca de seis dias corridos, sendo que a primeira, de volta a Praça do Museu em Planaltina (DF), terá início no dia 20 de maio finalizando com apresentação no domingo Eixão Cultural dia 26, à partir das 9h, na altura da 113 Norte. As oficinas de São Sebastião e Taguatinga ocorrem em junho e do Varjão em julho. As demais ocorrem com participação dos atores e não-atores das diversas comunidades e do Plano Piloto em Brasília, até setembro. “A dinâmica da Farra da Comunidade revela a personalidade de cada comunidade envolvida, pela participação e vivência dos atores e não-atores envolvidos”, ressaltou o diretor Thiago Jorge.

A direção de arte é de Daiara Figueiroa, produção de Vinicius Borba e no elenco residente atores e bailarinos como Rafael Assumpção, Genice Barego, Laura Tonini e Bruno Estrela. O Circuito Eixão Cultural tem fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), Secretaria de Cultura e Governo do Distrito Federal.

Origem
A Farra da Comunidade teve início em 2012, pela iniciativa do articulador de Artes Cênicas do Coletivo Palavra, diretor e preparador de elenco Thiago Jorge, com referência em sua participação noutra montagem de espetáculo, a Farra do Teatro, montada pelo grupo Depósito de Teatro, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, no ano de 2005. Por sua vez, a principal referência da proposta ocorreu ainda nos anos 90, sob direção de Márcio Vianna, no Rio de Janeiro.

Serviço:
Primeira oficina e apresentação Farra da Comunidade
Oficina gratuita: Praça do Museu, Planaltina (DF), de 20 a 25 de maio, das 19 às 22h
Apresentação no Eixão Cultural – altura da 113 Norte– 26 de maio, à partir das 8h30
Público alvo: atores, bailarinos e não-atores
farradacomunidade@gmail.com ou pelo telefone (61) 8551 1075/ 8153 5890

Assessoria e produção
Articulação de Comunicação Coletivo Palavra
Vinicius Borba – (61) 8551 1075/ 8169 8150